quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

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RECOMENDAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DE UM BOM TEXTO


Segundo Pablo Neruda (1904/1973, poeta chileno, nobel de literatura de 1971): “Escrever é fácil. Comece com uma letra maiúscula, termine com um ponto. No meio, coloque ideias”.
Já para Somerset Maugham (1809/1849, famoso romancista e dramaturgo britânico): “Existem três regras para se escrever bem. Infelizmente ninguém sabe quais são elas”.

Os igualmente célebres Edgar Allan Pöe (1809/1849, escritor, poeta, romancista, crítico literário e editor estado-unidense e o nosso João Cabral de Mello Neto (1920/1999, poeta modernista pernambucano), quase um século depois de Pöe, contrariaram a tese do texto fácil e perfeito jorrado do estado de frenesi ou “intuição extasiante” que seria a famosa inspiração de que a maioria dos poetas simbolistas (Baudelaire, Mallarmé, Verlaine) acreditava ser possuída no ato da criação, muitas vezes alimentada pela embriaguez do ópio (o que não diminui o valor artístico desses poetas).
Pöe e Cabral se diziam construtores concretos da poesia ou da obra literária, tinham um plano de produção ou uma teoria da composição, eram guiados pela análise, crítica, e escolha de todas as palavras e expressões que iriam estruturar os seus textos e dar-lhes a harmonia e a verossimilhança desejadas. Em outras palavras, Pöe e Cabral perseguiam o fazer poético pelo treino racional constante dos poemas, pela manipulação das palavras (escolha, troca) até que o texto atingisse a perfeição artística desejada. Ambos se consideravam, pois, “engenheiros” ou “arquitetos” das palavras, ao comparar a habilidade da construção de um poema numa folha em branco com o trabalho de construção de um projeto arquitetônico.
De tudo isso temos a dizer que não se pode ser tão simplista e irônico quanto Neruda, nem tão pessimista quanto Maugham a ponto de achar que alguns cuidados não ajudem a elaborar um bom texto, apesar de não existir uma teoria específica e infalível para isso .
 

O certo é que, como diziam Pöe e Cabral, um bom texto, seja qual for, não sai fácil de qualquer pena de primeira mão. Escrever não é tarefa fácil e exige um trabalho árduo, muito árduo. É uma arte, fruto de um talento, mas é também um treino, um exercício. Escrever exige gênio, inspiração, mas exige sobretudo raciocínio lógico, disciplina mental, prática diária, grande esforço e tempo... sim, leva muito tempo para ser burilado.

É por isso que é absolutamente necessário para o êxito de um texto adotar algumas recomendações básicas para se cometer o mínimo de erros: o texto deve ser elaborado com atenção, com planejamento esquemático, de modo a ter um conteúdo organizado de forma harmônica, mantendo a coerência e a coesão das ideias apresentadas, e obedecendo às normas cultas da língua. Tudo isso pode ser visto e revisto na etapa subsequente à escrita do texto: a revisão.
Antes de imprimir ou divulgar seu texto, ele deve se revisado, e revisá-lo significa relê-lo e reescrevê-lo ou modificá-lo quantas vezes forem necessárias a fim de observar o que pode ainda ser melhorado, tarefa não muito agradável para quem já está cansado de trabalhar com o material. Essa reconstrução é um processo que alguns escritores acham que leva muito tempo para que valha a pena ser feita, e por isso a entrega a um especialista, como eu, que vai facilitar seu trabalho. Mais do que um melhoramento da qualidade redacional e gramatical, o trabalho do revisor consiste na correção ortográfica, sintática, pontuação e numa releitura e num exame aprofundado, frase por frase, do seu texto a fim de conferir-lhe clareza, concisão, objetividade, agregando-lhe valor, bem como tornando-o inteligível ao destinatário – o leitor.
Se você estiver a fim e capaz de dispensar os trabalhos de um revisor profissional, aqui vão algumas recomendações que lhe poderão ser úteis, sem se ter a pretensão, claro, de esgotar todos os cuidados que existem na escritura de um trabalho.
  • Releia seu trabalho muitas vezes, podendo nessas ocasiões seguir as dicas do famoso articulista Stephen Kanitz que confessa reler 40 vezes, isso mesmo, quarenta, cada artigo que escreve, vendo o que ainda pode ser melhorado, e só muda geralmente uma ou outra palavra, ou mexe na ordem dos parágrafos, ou corta uma frase. Diz ele que ninguém tem coragem de cortar tudo numa única passada. Parece tudo tão perfeito, tudo tão essencial. Por isto, os cortes são feitos aos poucos. Depois tem a leitura para cuidar das vírgulas, do estilo, da concordância, das palavras repetidas, e assim por diante. O artigo vai melhorando aos poucos com cada releitura, com o acréscimo de novas ideias, ou melhores maneiras de descrever uma ideia já escrita”.
  • Ouse mudar. Mude aquilo de que não gostou. Reescrever uma ideia já desenvolvida é muito mais fácil do que escrevê-la pela primeira vez.
  • Comece do começo e não pule parágrafos ou seções, porque alguma coisa que você escreveu antes e achou brilhante pode ser que não seja mais, dentro do contexto geral final do texto.
  • Procure formar parágrafos e orações curtas. Parágrafos e orações muito longas são suscetíveis de apresentarem dubiedade de sentido: exigem muita habilidade do escritor no uso explícito dos pronomes e preposições, além de pontuação perfeita para não comprometer a objetividade e a clareza do texto.
  • Evite o excesso de adjetivos e advérbios supérfluos.
  • Observe se deixou claras a lógica de sua argumentação (coesão interna) e a organização do documento.
  • Veja se uniformizou o uso de siglas, abreviações, maiúsculas, etc.
  • Corrija as redundâncias, os barbarismos, os estrangeirismos.
  • Evite lugar-comum (clichê, chavão), bastante usado por ser eficaz e fácil de usar, mas que empobrece o seu texto, impedindo que ele pareça único e interessante.
  • Procure não abusar de palavras técnicas e tente explicá-las quando possível.

domingo, 9 de novembro de 2008

UM TEXTO BEM ESCRITO

Um texto bem escrito é condição essencial para a boa difusão de idéias e de informações, e também para convencer ou conquistar leitores. Transmite credibilidade a quem o lê e constrói a imagem de quem o escreve. E toda imperfeição textual em livros, trabalhos acadêmicos, artigos, peças publicitárias, sites da web - ou qualquer outro tipo de texto - pode veicular um conceito prejudicial de amadorismo ou deixar um gosto amargo quanto ao profissionalismo do autor ou de sua empresa.
Cuide então do que você deseja projetar. Ao elaborar seu texto, assegure-se de estar fazendo o melhor.

domingo, 12 de outubro de 2008

PERFIL

Simone Pinho
Sou formada em Letras, com especialização em Métodos de Investigação Literária. Tenho ampla experiência em revisar livros, revistas, monografias, teses, dissertações, e outros tipos de texto, em diversas áreas do conhecimento. Minha revisão imprime ao texto qualidade redacional e gramatical, linguagem clara e objetiva, e coesão e coerência das ideias presentadas. Recebo trabalhos por e-mail
(
simonesnp@yahoo.com.br) de qualquer cidade do País e os devolvo revisados pela mesma via. Pratico preços competitivos.

CURRÍCULO RESUMIDO

1) Formação
-Curso de Especialização em Investigação Literária – Universidade Federal do Ceará-UFC.
-Licenciatura em Letras (Português e Inglês) – UFC.
-Curso de Língua Francesa (para estudantes estrangeiros) – Universidade Paris XII – Créteil (Paris) – França (1988-1989). Residência na França (1988-1992).

2) Experiência
-Mais de 5 anos de experiência na área de documentação e informação do Banco do Nordeste do Brasil-BNB, trabalhando com correspondências (redação própria), e com revisão de textos, sobretudo técnico-científicos, que compunham algumas publicações do Banco como a nacionalmente conhecida Revista Econômica do Nordeste-REN, por exemplo.
-Há mais de 5 anos no exercício de revisão (ortografia, sintaxe, semântica, coesão, coerência) de livros, artigos, periódicos, monografias, dissertações, teses, e vários outros tipos de texto, nas mais diversas áreas do conhecimento.
3) Línguas:
-Francês intermediário (escrito e falado).
-Inglês intermediário (escrito e falado).

PORTFÓLIO

- Revisão e Prefácio da obra "Do Alvorecer ao Sol Posto" (dez. 2007, Ed. ABC-Fortaleza), livro de memórias de Crescêncio Marinho de Pinho.
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Revisão e Contracapa da obra "Caminhando e Contando" (jan. 2009, Ed. ABC-Fortaleza), livro de crônicas e narrativas, causos e opiniões de Crescêncio Marinho de Pinho.
Revisão do livro sobre o Conjunto Ceará, 2009.
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Revisão dos livros: "Reflexões sobre Morte e Perda" (2009), "Sobre Perdas" (2010),  e "Temas Impertinentes"  (2011 - em fase de edição, LC Gráfica e Editora-Fortaleza), Organizados por
Aroldo Escudeiro, Psicólogo, Professor, Tanatólogo, coordenador do Centro Nacional de Tanatologia, conferencista internacional.
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Revisão do livro sobre "Turismo Imobiliário", 2010, Organizado pelo Professor Doutor Eustógio Dantas, chefe do Departamento de Geografia da UFC.
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Revisão de alguns volumes da Revista "Rodovias e Vias".
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Revisão, durante 04 anos, da "Revista Econômica do Nordeste-REN", publicação do Banco do Nordeste do Brasil-BNB.

- Revisora do romance "O Menino sem Nome" , da jovem escritora Aline Veingartner (alineveingartner.blogspot.com/),
publicado em agosto de 2010, em São Paulo (editora Multifoco).
- Revisão de dois volumes (artigos) da Revista Contextus, do Departamento de Ecomia da UFC.
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Atual revisora, desde o início de 2010, da "Revista Infovias", (publicada em Brasília).
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Revisão de
artigos, monografias, teses e dissertações, de estudantes e pesquisadores da Univ. Federal do Ceará-UFC, da Univ. Estadual do Ceará-UECE, da Univ. de Fortaleza-UNIFOR, e de várias Faculdades, em diferentes áreas: Psicologia, Linguística, História, Geografia, Economia, Medicina, Farmácia, Fisioterapia, Comunicação Social, Direito, Informática, Arquitetura, entre outras.